COVID-19 NAS PRISÕES BRASILEIRAS: UMA ANÁLISE SOB A ÉGIDE DA CULTURA DO ENCARCERAMENTO
O trabalho ora apresentado destina-se à análise do sistema prisional brasileiro em tempos de pandemia, com isto,
buscou-se problematizar a influência que a cultura do encarceramento exerce nesse cenário. A investigação justificase pela importância de fomentar discussões sobre os impactos da COVID-19 no âmbito dos presídios brasileiros,
haja vista a atualidade e urgência desse debate. Portanto, o objetivo geral do estudo foi identificar e discorrer a
respeito dos principais obstáculos enfrentados pelas prisões no combate ao coronavírus. Para tanto, a metodologia
utilizada pauta-se nos métodos de abordagem dedutivo e qualitativo, auxiliados pelas técnicas de pesquisa
bibliográfica e de análise documental. Destarte, os resultados do exame realizado apontam que o sistema
penitenciário do Brasil sofre com um acentuado déficit de vagas e superlotação, o que pode dificultar a aplicação
adequada das medidas recomendadas pelas autoridades para reduzir a disseminação da COVID-19 nos
estabelecimentos penais. Tal situação é fomentada pela cultura do encarceramento, tendo em vista que as
propostas de desencarceramento ainda são adotadas de forma tímida entre os magistrados brasileiros, do mesmo
modo, são amplamente criticadas pela sociedade, a qual entende que o encarceramento representa a solução mais
adequada no que se refere ao controle da criminalidade.